Isis Valverde fala da crise existencial que sofreu na Índia

2009 Janeiro 28

Quando “Beleza pura” chegou ao fim, Isis Valverde guardou para si muito de Rakelli — e não estamos falando apenas do namoro com Marcelo Faria, que fazia o par romântico da destrambelhada da novela das sete. Ficaram também um certo deslumbramento com o sucesso e um pouco do jeito adolescente. Foi preciso a atriz ir parar do outro lado do mundo, na Índia, para colocar os pés no chão.
Perto de completar 22 anos (em 17 de fevereiro), a bela não tem pudores para contar a crise existencial que enfrentou no país asiático. A viagem foi para gravar suas primeiras cenas em “Caminho das Índias”, em que interpreta a adolescente Camilla. A atriz afirma que o que viveu por lá vai marcar sua vida para sempre.
— Quando fiz a outra personagem, gravava 14 horas por dia. Era bom, mas ainda não tinha tido tempo para exorcizar — diz Isis, que durante a entrevista fez questão de não citar o nome “Rakelli”. 
A ficha da mineira caiu quando ela se viu completamente sozinha, num país distante e tão diferente do Brasil.
— Coloquei à prova minha fé, questionei minha profissão, meus hábitos… Foi minha primeira viagem para o exterior, e ainda fui sem minha família — conta ela, que passou por momentos difíceis: — Uma vez, no hotel, uma pessoa falou “good morning” para mim e eu comecei a chorar. Queria falar português.
Apesar do choro, ela garante que o resultado da experiência foi mais do que positivo.
— Lá, alguma coisa mudou internamente. Amadureci num mês o que não tinha amadurecido em 21 anos. Estou virando mulher — anuncia.

Camilla, personagem da atriz, no meio da novela vai para a Índia se casar com Ravi (Caio Blat), que conhece pela internet.
— Eles têm um amor de alma, que a juventude de hoje perdeu e que quero colocar na novela. Eu mesma não sou romântica, não sou de flores. O relacionamento de hoje está muito diferente — acredita Isis, que não tem planos de subir ao altar: — O povo está querendo me casar. Tenho muito tempo pela frente.
A pouca idade ajudou Isis a compor Camilla, uma adolescente cheia de conflitos, definida por ela como uma “aborrescente”.
— Nessa fase todo mundo é meio chato, odeia o mundo. Para mim também foi uma época bem difícil. Não bebia, não fumava, mas era rebelde — lembra ela, que jura não ter sido namoradeira: — Eu escolhia os meus namorados a dedo.

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